Acreditamos que, enquanto o Design for feito por pessoas e para pessoas, é possível transformarmos a realidade em que nos inserimos de forma positiva e consciente. 

O Manifesto Gambiarrista tem como principal objetivo uma proposta de mudança, reforçando a crítica ao Design tradicional que vem sendo construído ao longo do final do século XX. Queremos fazer um apelo para adoção de novas práticas, conceitos e valores que usem a gambiarra enquanto arma, assentada na multiplicidade de saberes e no olhar brasileiro, sempre treinado a “dar um jeito”. 

- Trecho do Manifesto de Designers Gambiarristas

Para quem é este livro?

Lideres de Design

Líderes e gestoras

Redatores de UX

UI Designers

Gerentes de Produto

Especialista em Design

Designers de Produto

- Estrutura do livro

Gambiarra: A criatividade brasileira como prática de Design

Os textos aqui reunidos buscam discorrer e refletir sobre Design. Na primeira parte, Ange Muniz aborda conceitualmente Design e gambiarra. São mescladas referências do Design e da Antropologia para refletir sobre “a natureza de nosso ofício: criar coisas, alterar coisidades”. Entre estas “coisas” está o processo criativo e o mundo perceptivo de designers durante sua busca por solucionar problemas.

Na sequência, é a vez de Lavínia Magalhães trazer a discussão do eterno processo de tentar entender “o que é Design” e também se existiria um “Design espontâneo”, que nasce junto à cultura popular. O texto discute o “não lugar” comum ao Design e à cultura, e aponta a trapaça como artimanha, pois sempre haverá “um humano a trapacear, uma natureza a ser trapaceada, uma técnica/objeto como meio”. A autora aponta que essa discussão não impede a distinção entre o Design enquanto área e enquanto prática, mas compreende que praticar não se restringe a um padrão projetual-teórico.

Polliana Guimarães discute o Design a partir de perspectiva decolonial, investigando as raízes desse padrão e apontando o papel da área como resistência, ressaltando justamente que no Brasil a gambiarra “se destaca precisamente porque suas instabilidades e suas provisionalidades são sua maior riqueza”. Esse caráter agregador do Design passa a ver soluções vindas de saberes tradicionais e, portanto, fora da matriz colonial formadora de um “pensar Design”.

O capítulo seguinte apresenta uma reflexão das pesquisadoras Juliana Donato, Layane Araújo, Steffane Neves e do pesquisador Anderson Melo sobre a relação construída entre eles e a comunidade do Complexo Lagunar Mundaú-Manguabá, em Alagoas. No local, explorando o bordado filé e a pesca artesanal do sururu, há uma comunidade bastante tradicional que conta com a adaptação para a manutenção dessas atividades. O contato entre as pessoas pesquisadoras e comunidade aponta para um Design cuja prática projetual transcende a ideia de um processo exclusivamente técnico ou acadêmico, e aposta na troca entre atores para a melhoria contínua dos seus processos produtivos.

Ainda dentro dos estudos de caso, temos a contribuição de Genilda Alexandria e Ana Clara Siqueira com o seu “Casa fora da caixa”, em que o objetivo é investigar como o Design pode promover a autonomia criativa, mostrando que práticas aparentemente simples podem revelar processos complexos de adaptação, reinvenção e inovação. Este capítulo considera o Design não apenas como área técnica, mas como um campo de conhecimento que se conecta com as dinâmicas sociais, culturais e ambientais, desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento de habilidades essenciais para a vida moderna.

Ainda discutindo Design e vida contemporânea, temos a contribuição das autoras Milena Bertulino da Silva e Mirelly Barbosa de Oliveira, bacharelandas em Design. Elas discutem as gambiarras que estudantes precisam fazer para acessar recursos e ferramentas de trabalho apesar da restrição orçamentária comum na graduação, e como isso pode ser entendido como uma camada a mais na construção de um Design periférico, talhado pelas apropriações e ressignificações.

Por fim, vem o “Manifesto de Designers Gambiarristas”, uma reflexão provocativa sobre o Design contemporâneo feito por pessoas que não se enquadram no paradigma vigente.

Buscamos instigar a mobilização de quem se identifica com a proposta a fim de construir um Design fincado na resistência e na cooperação.

Boa leitura!

- Sumário

Sumário

Introdução - Gambiarra como estratégia, Design enquanto fim

Capítulo 1 - Todo designer é um gambiarrista

Capítulo 2 - Fazer design, fazer trapaça

Capítulo 3 - Decolonizar o Design

Capítulo 4 - Design e tradição popular

Capítulo 5 - Design criativo no cotidiano

Capítulo 6 - Criatividade na escassez

Manifesto de Designers Gambiarristas

- Infos adicionais

Infos adicionais

Título: Gambiarra: A criatividade brasileira como prática de Design

ISBN: 978-65-83390-26-4 | 978-65-83390-27-1

Organizado por: Dani Amatte

Número de páginas: 182 páginas

Escrito por: Dani Amatte, Ange Muniz, Ana Clara de Aquino Almeida Siqueira, Genilda da Silva Alexandria Sousa, Juliana Donato de Almeida Cantalice, Lavínia Magalhães, Layane Nascimento Araújo, Milena Bertulino da Silva, Mirelly Barbosa de Oliveira, Polliana Guimarães Lopes, Steffane Luiza Costa Neves, Anderson Elias Silva de Melo

Data da publicação: 01 de junho de 2026

Livros de Design que amplificam e potencializam a voz do Design brasileiro.

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